o corpo que importa
11 e 12 de julho de 2026 · 9h30 às 11h Quero participar
dois encontros on-line e ao vivo

O corpo que importa

Em que momento o desejo virou identidade? Quando nossos corpos passaram a precisar se explicar, confessar e se vigiar?

Uma leitura histórica sobre os corpos, a vigilância e a invenção da sexualidade na sociedade ocidental, conduzida por Pedro Soares, homem trans e pesquisador.

11 e 12 de julho de 2026 Sábado e domingo Das 9h30 às 11h On-line, ao vivo e com gravação

Contribuição consciente: valor sugerido de R$70, com valor mínimo de R$50.

sobre a proposta

O desejo nem sempre foi entendido como identidade, e os corpos nem sempre foram chamados a dizer a verdade sobre si.

O Corpo que Importa é uma leitura histórica sobre os corpos, a vigilância e a invenção da sexualidade na sociedade ocidental.

Partindo de História da Sexualidade, volume 1, de Michel Foucault, e de Desfazendo Gênero, de Judith Butler, os encontros propõem uma conversa sobre como o gênero, o desejo e a identidade passaram a ser organizados politicamente por meio de discursos médicos, jurídicos, religiosos e científicos.

Mais do que tratar a sexualidade como algo simplesmente “natural” ou “não natural”, vamos investigar quais tecnologias e dispositivos políticos construíram determinadas formas de existência como legítimas, enquanto outras passaram a ser tratadas como excesso, desvio, perigo ou patologia.

O ponto de partida
Quando um corpo precisa se explicar, qual regra está sendo protegida?

Esta formação não procura responder a essa pergunta de maneira rápida. Ela procura mostrar como certas respostas se tornaram tão comuns que passaram a parecer naturais.

uma leitura histórica do presente

O cotidiano carrega marcas de histórias que nem sempre percebemos.

As formas pelas quais nos percebemos, nos expomos, nos policiamos, confessamos desejos e buscamos pertencimento não surgiram do nada. Elas fazem parte de processos históricos que ensinaram quais corpos deveriam ser lidos como normais, saudáveis, aceitáveis, produtivos ou legítimos.

Nos encontros, vamos olhar para essas histórias sem transformar a teoria em uma lista de conceitos. A ideia é compreender como determinados modos de viver foram produzidos, administrados e vigiados, e como isso ainda atravessa as experiências de hoje.

Michel Foucault Judith Butler História da Sexualidade, vol. 1 Desfazendo Gênero
o que vamos atravessar

Conceitos que ajudam a entender como os corpos se tornam objetos de cuidado, controle e vigilância.

Os termos não serão apresentados como palavras difíceis a serem decoradas, mas como ferramentas para observar as relações entre corpo, poder, desejo, identidade e pertencimento.

01

Dispositivo da sexualidade: como a sexualidade passa a ser produzida por discursos, instituições, práticas de saber e formas de controle.

02

Biopolítica: os modos pelos quais a vida, os corpos e as populações se tornam objetos de gerenciamento político.

03

Docilização: a produção de corpos úteis, disciplinados, observáveis e ajustados a determinadas expectativas sociais.

04

Vigilância e confissão: a exigência de que as pessoas falem sobre si, se expliquem e se examinem continuamente.

05

Reconhecimento e inteligibilidade: as condições que fazem algumas vidas parecerem imediatamente legítimas, enquanto outras precisam negociar o próprio lugar.

06

Gênero, desejo e identidade: as categorias que organizam pertencimentos, mas que também podem restringir o que uma vida é capaz de dizer sobre si.

programa dos encontros

Dois encontros conectados, para que a história apareça como uma chave de leitura do presente.

As aulas foram organizadas em sequência. No sábado, partimos da invenção da sexualidade e das tecnologias de confissão. No domingo, aproximamos esses conceitos dos corpos, das normas e das disputas por reconhecimento que ainda atravessam a vida cotidiana.

Encontro 1 · Sábado, 11 de julho de 2026 · 9h30 às 11h

Desejo, confissão e dispositivo da sexualidade

O primeiro encontro parte de Michel Foucault para investigar como a sexualidade deixou de ser apenas uma prática ou um conjunto de comportamentos e passou a funcionar como uma verdade íntima que cada pessoa seria chamada a confessar, examinar e administrar.

  • A invenção moderna da sexualidade.
  • A confissão como tecnologia de produção de verdade.
  • O dispositivo da sexualidade e a produção dos sujeitos.
  • Os discursos médicos, jurídicos, religiosos e científicos.
  • A passagem do desejo à identidade.

Pergunta que acompanha o encontro: em que momento o desejo passou a ser entendido como aquilo que revela quem alguém é?

Encontro 2 · Domingo, 12 de julho de 2026 · 9h30 às 11h

Corpos governáveis, reconhecimento e vigilância

No segundo encontro, vamos aproximar a biopolítica, a docilização e os regimes de reconhecimento das experiências contemporâneas de gênero, desejo, exposição, autocontrole e pertencimento.

  • Biopolítica e gerenciamento dos corpos.
  • Docilização, disciplina e vigilância.
  • Gênero como norma, repetição e inteligibilidade.
  • Judith Butler e as condições de reconhecimento de uma vida.
  • O cotidiano como espaço de autovigilância e busca por pertencimento.

Pergunta que acompanha o encontro: quando um corpo precisa se vigiar para ser aceito, quem está, de fato, sendo governado?

como funciona

Uma experiência on-line pensada para continuar depois do fim da aula.

Os dois encontros serão realizados ao vivo, de forma totalmente on-line, e ficarão gravados para que você possa retornar ao conteúdo. Além das aulas, haverá uma roda de conversa on-line para trocas e desencontros entre as pessoas inscritas.

1Dois encontros ao vivo, nos dias 11 e 12 de julho de 2026, das 9h30 às 11h.
2Gravações dos encontros, para que você possa rever os conteúdos com calma.
3Uma roda de conversa on-line, em data divulgada às pessoas inscritas.
4Uma proposta de leitura do cotidiano a partir da história, sem simplificar os conceitos e sem perder de vista as experiências concretas.

Pedro Soares é homem trans e pesquisador. Nesta formação, ele conduz uma leitura histórica e crítica sobre os corpos, os discursos e as tecnologias que organizam a sexualidade na sociedade ocidental.

quem conduz os encontros

Pedro Soares

Pedro Soares é homem trans e pesquisador. Sua condução parte de uma pergunta que atravessa toda a proposta: como determinados corpos, desejos e formas de existência passaram a ser lidos como legítimos, enquanto outros foram transformados em excesso, desvio, perigo ou patologia?

Em O Corpo que Importa, Pedro propõe uma conversa que aproxima a teoria do cotidiano, mostrando como a vigilância, a confissão, o gerenciamento dos corpos e a busca por pertencimento ainda aparecem nas formas pelas quais nos percebemos, nos expomos e nos policiamos.

Homem trans Pesquisador Teoria queer Corpos e sexualidade
perguntas frequentes

Antes de se inscrever, talvez você queira saber algumas coisas.

Estas são as dúvidas mais comuns de quem se interessa pela proposta, mas ainda está decidindo se este é o momento de entrar.

Preciso já ter estudado Foucault ou Judith Butler?

Não. As obras e os conceitos serão apresentados dentro do próprio percurso dos encontros. A proposta é justamente criar uma entrada possível para quem quer começar ou organizar melhor aquilo que já encontrou em leituras e debates.

Os encontros serão on-line?

Sim. Os dois encontros serão realizados de forma totalmente on-line e ao vivo, nos dias 11 e 12 de julho de 2026, das 9h30 às 11h.

As aulas ficarão gravadas?

Sim. Os encontros ficarão gravados para que as pessoas inscritas possam rever os conteúdos depois.

Haverá espaço para conversa?

Sim. Além dos dois encontros, a proposta inclui uma roda de conversa on-line para trocas e desencontros. A data será divulgada às pessoas inscritas.

O que significa contribuição consciente?

O valor sugerido para participar é de R$70. Para que a formação permaneça mais acessível, o valor mínimo de contribuição é de R$50.

Para quem esta formação foi pensada?

Para quem deseja analisar o cotidiano a partir da história e se interessa por corpos, sexualidade, gênero, desejo, vigilância, identidade, cultura e relações de poder. Não é necessário ter formação específica ou leitura prévia.

inscrições abertas

O Corpo que Importa

Dois encontros on-line e ao vivo para pensar a história da sexualidade, a vigilância dos corpos e as tecnologias políticas que ainda atravessam o cotidiano.

Entre nesta conversa

Você terá acesso aos dois encontros ao vivo, às gravações e à roda de conversa on-line prevista para as pessoas inscritas.

Contribuição consciente R$70 Valor mínimo: R$50
Encontro 1, em 11 de julho
Encontro 2, em 12 de julho
Participação on-line ao vivo
Gravações dos encontros
Roda de conversa on-line
Das 9h30 às 11h, nos dois dias
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